domingo, 6 de janeiro de 2013


Nunca duvide

Wellington Miranda 

Nunca duvide do sonho de uma criança, do desejo de uma mulher e do objetivo de um homem.
Daquele que nada tem, pensando que nada conseguirà. Daquele que “tudo” (o tudo nao se pode ter, somos faltantes) tem, pensando que jamais perderà.
Do conselho de um pai e da preocupaçao de uma mae. É bem verdade que nao sabem da sua vida mais que voce, mas sabem bem mais a respeito da vida em si.
Das leis que de alguma forma almejam propagar e manterem uma ordem. Dos que dizem que nunca matarao ou se matarao. Daqueles que dizem amar sem as vezes dizer “eu te amo”.
Nunca duvide...
Que as estrelas sao testemunhas de amores incontàveis, cenas inimaginàveis e loucuras alucinantes. Que o sol è capaz de levantar o doente, melhorar o humor e mostrar a graça das manhas.
Que Deus tudo pode – se realmente desejar. Que o homem pode te fazer mal mais do que tem te feito e que a maldade pode piorar ainda mais.
Que um passo incerto e duvidoso pode ser a chave de uma grande vitòria, inicio de uma bela història e fim de uma possìvel tragédia.
De um verdadeiro amor, de uma paixao prolongada, de casais feitos um para o outro. De històrias e estòrias de amor, o amor tudo suporta, tudo pode...
Nunca duvide...
Da loucura sà de um maluco, da vida louca que o “normal” exerce e daquele que realmente se despede da dor.
Da dor que mata, da palavra que maltrata e do bem que traz a vida.
Daquele que diz andar sobre as àguas, viver quando parece ter morrido e silenciar-se quando aparentemente deveria ter falado.
Do silencio do falante, da “falaçao” do tìmido e da visao do cego. Do escutar do surdo, da verbalidade do mudo e do sentimento do aparentemente insensìvel.
Nunca duvide...
Do sorriso do louco (afinal quem o è?), da arte produzida por tuas maos, da beleza de sentimentos que exalam seus pensamentos.
Da sabedoria de um mendigo, dos relatos de um bebado e da sinceridade de um marginalizado.
Daqueles que choram por causa do outro, pelo outro, com o outro e no outro. Excessoes ainda existem. Regras existem para seguirem, mas tambèm para serem quebradas...
Daqueles que preferem sofrer com sua propria dor, ficarem sozinhas, se aquecerem com aquilo que nao traz calor.
De um movimento que traz paz, da crença que ameniza a dor, do real significado de uma arte e do sentido real da morte.
Nunca duvide...
Do homem sério que contava dinheiro e que hoje tudo deixou. Daquele que deixou de contar vantagem e parou! Da namorada que cansou de contar estrelas.
Da moça que hoje sorri porque somente vivia calada e da flor que aparentava nunca desabrochar. Do velho que se encheu do cansaço e resolveu pensar, bailar, viver...
Da lua que se escondeu, do sentimento que se encobriu, do vero eu! Daquele que se diz ser o pròprio céu, arranhar os céus e beijar as “Tres marias”.
Do operàrio que diz sonhar com o conforto que o dinheiro dà, mas que se orgulha da honra que ensinou ao filho. Que o perfume ainda faz lembrar, que o coraçao ainda palpita.
Da separaçao, das oportunidades que aparecem apenas uma vez na vida. Do pés descalço que diz que chegarà. Que um coraçao se despedaça com atos e se atrofia com palavras.
Nunca duvide...
Que o exemplo de vida diz mais que palavras. Que o amor è como um raio: forte, veloz. Como segui-lo? Da aeromoça que tem medo de altura, do piloto suicida. Que o coraçao de quem ama, parece sempre faltar um pedaço...
Da cumplicidade de uma pequena comunidade, dos relatos dos idosos e do conteudo das cidadezinhas medievais.
Das asas da noite que surgem e correm no profundo. Das buzinas que se transformam em melodias, dos amantes que se perdem em noites uivantes. Dos gritos estridentes dos desesperados, da dor verdadeira da alma, do brilho que se faz na noite escura.
Do dedo da criança que sinaliza um ato, do gesto infantil do adulto que mostra o desejo. Que as trevas se dissipam em nèvoas e a fè move montanhas.
Do càlice da ira de Deus. Chegarà o dia em que serà derramado e que os que roubaram, mataram, usaram do dinheiro publico, prostituiram, tiraram daqueles que jà nao tinham, terao que dar conta!
Nunca duvide...
Da beleza sacra de um quadro, da eternidade de “rabiscos” numa tela branca, do desenho sem formas mas que reflete a perfeiçao da subjetividade.
Que coisas de um dia poderao perdurar por uma vida. Que existem lastros que nao se apagarao e o seguirao atè a eternidade...
Do bem estar que produz conversar com amigos, passear, produzir maravilhas. Da beleza que existe mas nao se ve, ou da beleza que se ve, mas nao se cre. Afinal, da feia larva se transforma a bela borboleta.
Do prazer daqueles que dançam na chuva e sorriem em todas as situaçoes. Dos que nada tem, mas mesmo assim compartilham, dividem. Beleza de Cristo neles...
De namoros iniciados em trens, roda de amigos, que acabaram em casamento. De casamentos felizes e reais mesmo sem vestidos e cerimonias. De amor semeado ao vento, lançado aos campos, passageiro de algum destino.
Do vento que faz sonhar, das àguas do coraçao que levam a  mares inexplorados.

Nunca duvide... daqueles que mesmo sem asas, conseguem voar!


Do jardim ao sèc. XXI

Wellington Miranda 

Vivemos em  um mundo aonde a ultima criatura a ser criada, foi o homem. Isso è claro, para os que creem. É so dar uma olhadinha nas escrituras (Gen 2) e verà, que depois de Deus ter criado tudo, resolveu entao, criar o homem.

Isso nos mostra  o quanto Ele desde o inicio se preocupa com a gente! Alèm de ser super naturalista, jà se preocupava antecipadamente com a devastaçao ecològica. Assim,  quanto mais o homem destròi a  nautureza, mais longe de Deus ele està. Sim, pois aquele que entende e resolve seguir seus princìpios, tambèm entende  que o zelo por toda especie de vida deve ser preservado. E todo aquele que em Deus nao cre, mas participa na preservaçao de vidas, mesmo sem saber, està pròximo do Pai.

Deus cria um jardim. Nao è qualquer um que gosta de jardim. Somente os que veem no jardim a magia da criaçao, as fantasias das cores e a beleza do cuidar, que pode ter um. Os que nao se enquadram nisso, compram flores e plantas de plàstico, que de nada servem. Cuidar, tratar, acompanhar o crescimento, dà trabalho!

Na criaçao, o homem è formado do pò da terra! Há diversidade de árvores frutíferas e quatro braços de um rio que abastece todo esse Jardim no sentido de que ali não haverá seca e a terra será produtiva e verdejante. Assim, nesse Jardim, a vida humana está garantida, pois é possível plantar e criar. Deus nao nos fez sem garantias, somos nòs quem a perdemos... E o que significa tudo isso? Alimento, produtividade e subsistência da vida. Por essas características, è que o texto de Genenes 1 (desculpe um pouco o estudo teologico) é considerado como mais antigo. Pois tem como “pano de fundo” o período nômade, de peregrinação do povo de Israel, o qual coincide com o período agrícola do mesmo.

Uma vida depende da terra, desde que a terra seja boa para a plantaçao. Terra ruim è como planta de plàstico. Sò serve  para fazer presença. Nao sao assim os homens?  Terra boa traz fruto, alegria e quem dela cuida ou cuidou, aumenta o prazer em continuar cuidando. Mas sem esquecermos que mesmo o ruim, deve ser amado. Nao o ato em si, mas o humano que esta por tràs.

Para  nao dizer que sò falei de teologia, vou citar Platao! Sim, esse filòsofo grego que muitos jà ouviram falar, que tem uma perspectiva dualista: “o corpo é a prisão da alma”, ou seja, é algo ruim que impede a elevação da alma.

Mas parece que o filòsofo, ou nao leu, ou se esqueceu do livro de Genesis, livro este que afirma vàrias vezes que todas as coisas criadas por Deus sao boas!  Depois de ter criado tudo, o papai do cèu ainda reafirma: “viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom”.

Che cosa voglio dire (que coisa quero falar) ? Que o corpo humano e espécies da natureza nao devem ser considerados maus! É bom, pois se trata de criaçao divina,  Daquele que è e continuarà sendo Amor! Prova disso, è que Cristo assume a condiçao de humano por meio de um corpo, ou seja, Deus se fez corpo. É como disse um personagem de um filme infantil “No mundo dos quem”: uma vida è uma vida, nao importa o tamanho...

Agora uma das partes que mais nos toca: Trabalho! No meio de toda criaçao, das maravilhas do jardim, da preocupaçao ecològica de Deus,  ele aparece. Aliàs, somos craques em relutar com as coisas naturais: morte, trabalho, amor...

Acreditem ou nao, Deus criou o ser humano para trabalhar! Sim... tambèm para constituir famìlia, gerar filhos, manter a ordem e a harmonia e ainda, reconhecer a constante providência de Deus na manutenção da natureza. Mas o trabalho faz parte! Deus nao faz pela gente aquilo que podemos fazer! A Deus o papel de Deus, ao anjo o papel de anjo  e ao homem, o papel de homem!

Penso que assim, fica claro para nòs, meros mortais,  que fomos criados com condiçoes para exercer determinadas atividades e assumirmos responsabilidades. Se o paìs vai de mau a pior, se muitos morrem de fome, se a polìtica è esta palhaçada toda, se o evangelho tem sido escandalizado por mercenàrios vislumbrados pelo dinheiro, temos responsabilidade nisso!

Somos seres criados com direito e deveres. Portanto, o ser humano foi criado com condições para exercer determinadas atividades e assumir suas responsabilidades. Se assim fizermos, teremos a esperança de uma vida melhor, seja nesta terra ou em outro lugar. Mas àqueles que continuarem negando sua participaçao no caos atual, tambèm negaraçao a importancia do jardim, da beleza da terra produtiva e do Autor de toda criaçao... 


Casamento? Ainda è possìvel…

Wellington Miranda 

Entre  o extremo do silêncio e o das exigências grosseiras, milhares de casais vivem com expectativas malogradas. Se ao menos o marido ou a esposa mudasse, a vida seria tão diferente!

O matrimônio não é uma instituição muito estável. A média de duração no ocidente de uma relação matrimonial é 10 anos, segundo alguns estudos...
Atè aonde pude entender, o casamento é um caminho e nao um status. Aprendi que casamento è um mero caminho por onde se anda.

Para que um casamento seja possìvel, è necessàrio, dentre tantas coisas, viver entre a condiçao e a posiçao. Ou seja, aquele que ocupa uma posiçao de casado, mas mantem uma vida de solteiro, na realidade nao è casado. Vive uma mentira... E ai mora o perigo! Quem vive um falso casamento, vive uma condiçao sofrìvel.

Mas aonde acontece o casamento? Na cama, no banco da praça, em baixo da àrvore. É na santidade do leito conjugal! O que se discute é o que vao viver a partir disso!

Um casamento, no mìnimo, deve visar a plena realizaçao, se é que o pleno existe. Quando é que Deus se torna inteiro? Na comunhao entre iguais, ou seja, nòs sò somos inteiros, na relaçao conjugal.

Alguns dizem das relaçoes que se rompem: nossa tinha tudo pra dar certo! Nao! Casamento tem tudo pra dar errado. Um, vem de uma cultura diversa, de uma familia diferente, classe social diversa, etc... E ai, resolvem se casar! A vida de solteiro a gente passa se estragando e o casamento é como uma forma de restauração! Voce chega estragado! Neste estrago, tem que haver concerto! Um ajudando o outro e se tornando cada dia melhor.
Além de que, no casamento, vemos a construçao do caràter de Cristo! Quando o outro se parece menos com Cristo (no que diz respeito a comportamentos e atitudes) precisamos rever a relaçao.

Mas quando um casamento é um sucesso? Quando entendemos que o beneficiàrio deve ser o outro e nao somente nòs. O que pretendeu Jesus na cruz? Beneficiar o outro! Assim é uma relaçao sadia: ambos se beneficiam pensando no outro! 

Casamento tem haver com a realizaçao do outro e nao somente com a minha! O esposo abre mao dele e a esposa, abre mao dela. Ambos abrem as maos,  mas pensando no outro!

Se a companhia se tornou tão desagradável,  você tem culpa nisto. O que é que eu fiz com ela que está deste jeito? Era tão legal, interessante... Sucesso é a realização do outro. 

O que ensina Cristo? Que devemos nos relacionar servindo. Mas a nossa cultura nos diz que devemos nos relacionar com quem lava nossos pés... Se eu não puder lavar seus pés, não conseguiremos andar juntos. Um se levanta para lavar o pé do outro, fora isso, cada um fica no seu canto. Quebra o pau, fica um pra cada lado. Aí não dorme mais na cama. Casamento e vida com Cristo sao sinonimos!

Para Cristo andar com aquele gente, ele teve que morrer! Pensou se fosse ao contràrio? Para andar com Ele aquela gente toda deveria morrer?

Uma hora temos misericórdia um do outro, outra hora, temos prazer em estar casados!  Devemos andar de consciência limpa, sem amor fingido. É bem verdade que confiamos nas pessoas e elas acabam nos machucando. Mas infelizmente vai ser assim sempre!Ou você as perdoa, ou não existe relacionamento. Integridade e misericórdia.

Embora o que eu escreva aqui muitos colegas da àrea nao concordem, um casamento com padrao de dignidade deve ter a presença de Deus no meio deles. Não dá para encaixar um casamento onde desonro a Cristo e  honro a esposa! Num primeiro tropeço, num periodo de grande dificuldade, aquele que nao é cristao ou nao cre nos propòsitos divino em sua vida, descanba para o outro lado! Larga e vai procurar outra relaçao! Nao insiste, nao persevera, nao cre...

Por menos que acreditem, o  padrão do casamento só é possível, quando estamos rendidos ao padrao bìblico: negar-se pelo outro, perdoar... O que faz um dos dois quando se entra em tentaçao? Aquele que teme a Deus, dobra o joelho. O que nao teme, se lambuza nos prazeres!

Como se continua casado? Acreditando que a uniao foi uma bençao e pedindo Aquele que uniu, que lhe de forças para prosseguir! Nao falo para aqueles que sofrem e devem permanecer sofrendo até que a morte os separe. Falo em nome daqueles que ainda acham que o casamento é possìvel e para aqueles que nao acham tambèm! Pessoas sao mutàveis e “nosso amor a gente inventa”.

Todo mundo precisa mudar alguma coisa, não existem cônjuges perfeitos. A não ser os que já morreram. Se precisamos da mudança do cônjuge, devemos tratar nossos próprios defeitos. Mas infelizmente nao fomos ensinados assim. Por pensar que o outro nunca mudarà, muitas relaçoes tem sido desfeitas. 

Me perguntaram certa vez, quais as chaves para um casamento feliz! Na verdade nao sei, nao sou casado com outras, sou casado com uma. Cada um deve descobrir aquilo que de melhor hà no conjuge! Mas na minha opiniao, imagem positiva do conjuge, crença na importancia do compromisso e relaçao sexual satisfatòria, sao fundamentais para a preservaçao do casamento.  E claro, o amor...

“...é preciso amar direito
Um amor de qualquer jeito
Ser amor a qualquer hora
Ser amor de corpo inteiro
Um amor de dentro prá fora
Um amor que eu desconheço...”

Embora Vinicius de Moraes nao tenha sido exemplo de casamento duradouro, uso aqui parte de seu Soneto de Fidelidade: “ Que nao seja imortal, posto que è chama, mas que seja infinito enquanto dure”.



Outros valores

Wellington Miranda

Como é belo a mutabilidade humana. Por sermos mutàveis, em cada estaçao da vida podemos ter o privilégio de aprender, sentir o que nao sentìamos e talvez abandonar aquilo que nao nos deixava prosseguir. Liberdade que pode gerar vida, conflitos que podem produzir paz.
A cada passo, a cada tentativa, a maturidade de adulto e a simplicidade  de criança. Sim, porque sò a simplicidade da criança é pura o suficiente para faze-la tentar quantas vezes for necessàrio. É na simplicidade dela, que o perdao reaparece e que a beleza persiste. E por reconhecer a beleza, é que ela (a criança)sempre estarà mais perto de Deus do que os adultos. 
Alguns (ou até mesmo eu), podem pensar que estou ficando velho. Nao me importo! Se velhice for o reconhecimento de valores nunca vistos, humildade para aprender com o proximo e sabedoria para navegar em bravas àguas, quero ter orgulho de atingir a velhice!
Prova disso, pode ser a extrema sensibilidade em que me deixa o contato com alguns amigos, alguns lugares e uma certa pessoa...Bastam me contar uma història, compartilharem uma boa noticia ou um sofrimento, e jà percebo o tremer de meu queixo. Respiro cada rua, observo cada passo, dou valor a cada pedra – quanta historia pode conter. Nas janelas velhas com flores coloridas, noto a tentativa, daqueles que sao verdadeiros lutadores da vida, de vencerem mais um dia, tentarem um pouco mais.
Nos bares, sorrisos marotos, conversas terapeuticas, socializaçao de problemas, discussao de idéias, sonhos a serem alcançados. Das inumeras tentativas desenganadas pode surgir uma nova història, um novo horizonte, aonde os fracos nao terao vez e os pessimistas, apenas olharao.
Jà nao me empolga mais a idéia de “vamos conquistar o mundo”. Pra que? Que tal ensinarmos dignidade, ombridade e amor? Do mais...tudo se farà! Que as pessoas possam perder o medo religioso e procurarem um terapeuta, um analista! É verdade, nao sei quem sou! Se  um viajante, um falcao, uma tempestade ou um grande canto...
Por nao saber quem somos, vamos nos tornando. Sendo...
Assim, “caminhando e cantando seguindo a cançao”. E por falar em cançao, quantos mais nao conseguem escutar o pròximo, o filho ou até mesmo a pròpria musica? Contaminados pela severidade do conquistar, passam despercebidos pela sua emoçoes. O contato consigo mesmo nao existe. Olhar pra dentro pode ser insuportàvel e opinar por resoluçoes responsàveis, podem fazer com que a zona de conforto seja atingida.
Desconforto pode sinalizar desejo por algo, mudança de atitute. Paixao a ser vivida, amor a ser alcançado, satisfaçao no que faz. Medo do que nos domina? Talvez... combinaçao de vento e barco a vela! Sem fim... Se for pra ser prisioneiro, que sejamos prisioneiro de nòs mesmos, condenados pelos atos conscientes e corajosos daquele que tentou, nao recuou. Nao meu caro, nao tente esquecer quem voce é ou o que fez. Use aquilo que é para se tornar melhor e aquilo que fez, para ser exemplo de como nao se deve ser!
Ego que nos mata, amor que nos trata. Aonde foi ruìna, faça um paraìso! Renasça de onde for e como estiver. Nao tenha medo de revelar a dor, ela expressa a mais profunda expressao! Amor e sofrimento caminham de maos dadas...Dance ao invés de se firmar! O mundo nao precisa parar para voce descer, talvez voce precise escolher algumas coisas e descer delas! Queime pontes, peça perdao, cometa erros. O aprendizado é o fim em si mesmo. Livre-se do abandono e da solidao.
Valorize o que parece ridìculo e nao deixem comprar seu olhar. Veràs mais além, que tudo faz parte do ridìculo. A vida? Sempre pedirà mais de nòs... Chega de fingir! Lance as màscaras, viva por aquilo que vale a pena e ame. Ame muito acreditando no final feliz, senza paura dell’a felicità! O mal nao tem espaço naquele que ama...
Abrace, ande de maos dadas. Beije sem vergonha (no bom sentido). Diga bom dia mesmo para aqueles de cara feia! Sorria! Pratique boas maneiras, escute! Sim, é verdade que o céu se escurece quando nos decepcionamos, mas virao as flores, a noite estrelada e o mar azul...Ah o azul do mar...
O tempo passa e com ele, vidraças podem ficar despedaçadas ou restauradas. Nao precisamos perder um ao outro para nos encontrarmos! Que os nòs sejam desatados, segredos desvencilhados e os dedos tocados. Cale-se mesmo tendo razao... Nao viva por viver! Ache um sentido, abandone o medo do olhar e se rodeie de amigos, quanto mais, melhor! Viaje, conheça paìses, culturas, bairros, diversos do habitual. Estrada de ventania...
Faça uma festa e “convide as luas cheia, minguante e crescente”. Seja reconhecido por seus valores, conte consigo mesmo! Sonhos! Muitos sonhos...eles nao envelhecem.
Hà de chegar sua hora! De baixo do sol, coisas boas e ruins podem nos acontecer. O amor faz chorar, mas nos alegra! Ouça a voz do coraçao, levante a cabeça e marche! Marche de cabeça erguida e em direçao ao alvo! Faça planos. O sol chegarà! Vale chorar e sorrir. Eis a vida: uma junçao de coisas simples que podem se tornar as mais sofisticadas...

Sonhos nao envelhecem

Wellington Miranda

“...porque se chamavam homens, também se chamavam sonhos e sonhos nao envelhecem...”
Quem nunca escutou, que escute! O tema, é parte de uma musica escrita por Milton Nascimento, Lo Borges e Marcio borges. Simplesmente bela...
Para viver precisamos de sonhos. E quem sonha, nao dà espaço para o medo e convardia. Exemplo disso, é nosso tao conhecido personagem bìblico Calebe. Muitos conhecem a història.
À porta de Canaà, Moisés envia 12 espias. Dos doze, dez voltam impressionados, mas amedontrados por causa dos gigantes!  Os dois que realmente creram que valia a pena lutar, expulsarem os gigantes e tomarem para si a terra prometida, foram Josué e Calebe. Mas infelizmente, o povo sempre segue a maioria e assim, os dez desistimularam todo o povo! Resultado: esse povo teria que marchar até a segunda geraçao, pois a presente, nao entraria na terra.
Israel deixou o Egito depois de 400 anos de escravidao. Sempre movida pelo braço de Deus e sonho de Canaà! E nessa nova geraçao, jà nao era mais Moisés o lìder  e sim, Josué, parceiro de Calebe. Homens que creram, sofreram, sonharam e conquistaram. Ao contràrio do que muitos pensam, sonhos nao estao isentos de sofrimento.
E diz as escrituras, que apòs 45 anos de espera, Calebe foi a Josué reivindicar seu sonho: Ebrom. Terra muito importante para Israel, pois foi ali que Abraao construiu um altar e sepultou Sara, mae de Isaac. Apòs 45 anos, um novo encontro entre dois amigos e segundo Calebe, sua força ainda era igual àquela da época, com mesmo vigor e sede de conquista.
Sonhos nao envelhecem...
Vivemos dias de crise, dias sombrios, dias incontrolàveis e imprevisìveis. O futuro nos parece assustador. Violencia que aumenta, tragèdias de guerra, fome em paìses miseràveis. Mas penso que dentre todas as tragédias, as mais presentes sao a desesperança, falencia de sonhos, desistencia e acomodaçao com mera sobrevivencia! Se ao menos conseguirmos sobreviver, estarà bom...
Diferente do que assistimos hoje, Calebe estava apegado a um sonho! Enquanto transitava pelo deserto, tinha a certeza que ali nao era a palavra final, nao era o teu lugar de morte! Que um dia pisaria em Ebrom. Deserto para quem sonha é temporàrio, é noite de choro. Passa... é justamente essa convicçao que nos faz atravessar os altos mares, os grandes desertos. Crer em algo no futuro, esperança que se move!
É o sonho que nos anima pela manha de segunda feira, que nos dà senso de direçao, pois quem sonha sabe para aonde ir e o que precisa fazer para chegar “là”! Quem tem um sonho, tem um bom motivo para fazer dieta na segunda, exercicio, treinar com espada. Por que? Porque para conquistar o Ebrom é preciso lutar, enfrentar. Para a conquista de sonhos, precisamos estar inteiros, prontos, com o minimo de equilibrio mental e fìsico! Quem tem um sonho, tem maior controle sobre as coisas e boa razao para os sacrificios que ele exigirà...
Penso que todos nòs devemos ter um Ebrom. Para chegar là, coisas terao que ser deixadas para tràs. Minha disciplina serà exigida; minha perseverança, real.  E saibam: sonhos doem! Por isso os sonhos devem ser maiores do que a dor. Nao è deixar a vida me levar! É voce levar a vida, por cabresto nela! Somente quem tem um Ebrom sabe porque deve sacrificar...
Recentemente li um livro (nao sei se tem em portugues) que se chama  “Il Farmacista di Auschwitz”. Nos campos de concentraçao, algumas pessoas se voluntariavam para morrer, pois nao tinham forças para prosseguir. Nao podemos julgà-las. Mas as que tinham esperança alèm do campo, de alguma forma viviam mais. A  esperança as mantinham vivas! Entre um cigarro ou um cadarço para a bota, as que tinham esperança escolhiam o cadarço e nao um prazer momentaneo que o cigarro oferecia. O cadarço no inverno, serviria para fechar as botas, impedir o frio. Sonhos...
Quem tem um sonho, um Ebrom, tem consciencia ao dizer sim para algumas coisas e nao para outras. Sonho nas maos de alguns, sao apenas sonhos. Nas maos de outros, desejo a ser conquistado e nas maos de Deus, algo que vira promessa! E promessa de Deus,  nao deixa de ser cumprida.
Um brinde aos que sonham! Um altar para os que sonharam e uma làgrima aos que desistiram...

“...e là se vai mais um dia...”

sábado, 5 de janeiro de 2013


O mal a si mesmo

Wellington Miranda

Nascemos e aprendemos ràpido o que é certo ou errado, bom ou mau, viàvel ou inviàvel.
Quando criança, nos ensinam que o buraco da tomada dà choque e que brincar com uma onça pode significar a morte. Assim, também nos ensinam a ter medo das coisas, animais e até de pessoas como um meio de sobrevivencia.
Considerando o que aprendemos de bom, podemos dizer que nos estragamos quando fazemos justamente aquilo que vai ao contràrio. Alguns dirao que é relativo, eu vos digo que é fato!
Fazemos mal a nòs mesmos:
Quando deixamos de orar para ficar assistindo ao que nao presta. Isso nos afastarà de Deus, aquele que  nos criou. Quando damos atençao exagerada ao medo e as maneiras mesquinhas de pensar. Quando nos tornamos viciados em qualquer coisa que nos escravise ( sexo, pornografia, drogas, facebook, internet, mentira, hipocrisia, corrupçao, etc...). Quando deixamos de rir, considerando que o sorriso contribui para a criatividade. Quando acreditamos que dinheiro nos traz felicidade e que os momentos de prazer sao eternos.
Fazemos mal a nòs mesmos:
Quando por pensar que nao tem jeito, nos rendemos ao jeito errado, imoral, anti-ético. Ao achar que por muitas coisas ruins acontecerem conosco, somos amaldiçoados e desgraçados, desistindo da vida. Quando por medo de sofrer deixamos de tentar, avançar. Quando passamos mais tempo vendo noticiàrios do que lendo um bom livro. Quando achamos que a culpa sempre é do outro e que o mundo inteiro està contra nòs. Quando passamos a ter certeza que somos melhor que o outro, que o que fazemos tem mais valor e que por isso, merecemos mais, esquecendo o que jà fizeram por nòs.
Fazemos mal a nòs mesmos:
Quando pouco a pouco nos distanciamos dos filhos, nao dando atençao devida e ouvido necessàrio. Sem saber, contribuìmos para sua busca de informaçao e desabafo fora do lar, no ombro de qualquer outro... Quando nao dizemos o “nao” necessàrio e na hora devida por receio do que os outros pensarao! Quando nao abandonamos os maus hàbitos e nem incorporamos novos. Quando nao exercitamos o bom humor, a tolerancia, a afetividade e o perdao.
Fazemos mal a nòs mesmos:
Quando levamos vantagem ilìcita sobre o pròximo, usufruìmos do dinheiro ilìcito e nao denunciamos as falcatruas atràs dos lençòis polìticos que nos prometem uma “vida melhor”. Quando ao invés de recorrer à cruz, recorremos às pessoas! Quando ao invés de me aconselhar primeiro com o Pai, peço opiniao aos invejosos, pessimistas e desmotivadores. Quando acreditamos que a mentira, fofoca e avareza sao menos prejudiciais que os pecados sexuais enfatizados pela religiao. Quando cremos que somos capazes de resolver problemas sem a ajuda de um outro!
Fazemos mal a nòs mesmos:
Quando nao cultivamos hàbitos que nos promovem saude fìsica, espiritual e mental. Quando acreditamos que casamento, famìlia e vinculos amorosos sao coisas do passado, valores ultrapassados e coisificamos a vida! Quando nos entregamos à opressao do dia ao invés de um bom deleite com uma bela cançao. Quando vemos experiencias ruins como fracasso e tentativas que nao deram certo como frustraçao!
Fazemos mal a nòs mesmos:
Quando por preguiça, deixamos de cumprimentar o nascer do sol e seus raios que brotam no horizonte, abrindo mao de mais um dia...Quando nao deixamos nosso coraçao ser inteiro do Senhor e assim,  nos afastamos de seus estatutos e nao guardamos seus mandamentos, permitindo que nossa alma se perca ou ainda, se estacione em lugares incertos ou inconvenientes. Quando dizemos que amamos a Deus, mas odiamos nosso pròximo! Pois quem nao ama a seu irmao, ao qual ve, como pode amar a Deus, a quem nao viu?

Fazemos mal a nòs mesmos...



Il tempo che vorrei

Wellington Miranda 

Dentre muitas coisas que aprendi na Itàlia, uma delas foi envelhecer... Como é belo uma velhice com sonhos, atividade e vida!
Diz a bìblia que hà tempo para todo propòsito debaixo do cèu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou...

Penso eu, que uma das manifestações de sabedoria é a compreensão do tempo próprio para cada coisa. A condição humana faz com que cada pessoa construa sua vida em várias etapas, da maneira que elege. E a passagem de cada um por este mundo vai mostrar o que ele fez com as oportunidades, os recursos, e os "talentos" que Deus distribuiu a todos.

Dizem que a idade madura é aquela em que florescem todas as capacidades; aquela em que as pessoas em geral se sentem poderosas, constróem pelo menos parte daquilo com que sonharam durante longos anos. Pode ser o tempo profissional, espiritual ou amoroso...

Tomàs de Kempis: “lembra-te sempre do fim e que o tempo perdido nao volta”.

É difícil estabelecer exatamente o que significa usar o tempo com sabedoria, viver cada momento de maneira ponderada e sábia. A verdade é que a vida é toda feita de momentos, cada qual com seu encanto, sorrisos e lágrimas.

O povo de Israel, viveu no deserto, do Egito a Canaã. Tanto o perigo dos exércitos do Faraó e a inclemência do sol escaldante, quanto as delícias da providência de Deus, nem sempre consciente de que a travessia, mesmo que dure quarenta anos, é efêmera.

Quem sabe lidar com o tempo, com o envelhecimento, hà de vivenciar o maná no deserto de Sim, a água que brota da rocha em Meribá, sem esquecer que o melhor virá depois, além do Jordão, na terra que "mana leite e mel".

Mas ao contràrio do que acontece no oriente, nossa sociedade, em geral, despreza os velhos.
Talvez pelo aumento do número de anciãos, por meio dos progressos da medicina; talves mais provavelmente pela cultura materialista, que valoriza a produçao! Ou seja, o produto vale mais do que a pessoa que o produz!

E como sao visto os velhos, ancioes? Como aquele que nada produz! Como aquele que tem que ser suportado pela sociedade! Se esquecem que o velho jà foi jovem, e que muito provavelmente, o jovem se tornarà velho! Sociedade que despreza os velhos, é desumana! Infelizmente, a prioridade sao coisas e nao pessoas! Jesus ensinou ao contrario: que as pessoas valem mais que as aves do céu...

Se lembram do filme infantil Horton e o  mundo dos quem? Quem nao assistiu que assista... Dizia que uma vida é uma vida e nao importa o tamanho! Sim! Nao importa o tamanho, o sexo, a cor e a idade! O autor de Eclesiastes (talvez Salomao) diz que Deus pos a eternidade no coraçao do homem! Que belo! O que è belo? A capacidade de equilibrar a harmonia entre o vigor e ousadia; experiencia e ponderaçao.

Cada ser tem seu espaço nesse mundo e para tal, nao precisa matar o pròximo, brincar com sentimentos, gerar violencia... Na verdade, aprendi também, ver beleza na velhice! “...se a juventude soubesse, se a velhice pudesse...”

As rugas, as maos calejadas, o olhar cansado e distante, os cabelos brancos, a voz mansa e lenta. Quanta història, quanta beleza...

Vinicius de Moraes que o diga:
“Virá o dia em que eu hei de ser um velho experiente
Olhando as coisas através de uma filosofia sensata
E lendo os clássicos com a afeição que a minha mocidade não permite.
Nesse dia Deus talvez tenha entrado definitivamente em meu espírito
Ou talvez tenha saído definitivamente dele.
Então todos os meus atos serão encaminhados no sentido do túmuIo
E todas as idéias autobiográficas da mocidade terão desaparecido:
Ficará talvez somente a idéia do testamento bem escrito.
Serei um velho, não terei mocidade, nem sexo, nem vida
Só terei uma experiência extraordinária.
Fecharei minha alma a todos e a tudo
Passará por mim muito longe o ruído da vida e do mundo
Só o ruído do coração doente me avisará de uns restos de vida em mim.
Nem o cigarro da mocidade restará.
Será um cigarro forte que satisfará os pulmões viciados
E que dará a tudo um ar saturado de velhice.
Não escreverei mais a lápis
E só usarei pergaminhos compridos.
Terei um casaco de alpaca que me fechará os olhos.
Serei um corpo sem mocidade, inútil, vazio
Cheio de irritação para com a vida
Cheio de irritação para comigo mesmo.
O eterno velho que nada é, nada vale, nada teve
O velho cujo único valor é ser o cadáver de uma mocidade criadora.”

E foi aprendendo com a velhice daqueles que convivi, ouvi e li, que decidi nao passar a minha, longe dos meus! Assim, tornaremos ao Brasil e aos que conosco querem envelher! E na magia de criança e corpo de velho, caminharemos de maos dadas, ainda que um dia elas se mostrarao tremulas. Aprendendo simplesmente a contar os dias, para que assim, venhamos alcançar um coraçao sàbio!

 



Era uma vez...

Wellington Miranda 


Era uma vez... numa terra muito muito distante, uma rainha que se chamava Vasti, casada com o rei Xerces, que durante uma grande e bela festa, e claro, muito alcool (o suficiente talvez para estragar o evento), foi chamada para fazer um desfile para os homens que estavam ali, pois Xerces, queria expor a beleza da esposa!
A rainha, esperta ou burra, ainda nao sei, desobeceu as ordens do rei dizendo “Nao”. E como sabemos, quem tem autoridade  nao gosta de “ser peitado”. Assim, a confusao estava criada! Pedido negado ao rei, divorcio na certa! Por receber um “nao” de uma rainha, o rei se sentiu ameaçado, e como muitas vezes tambèm nos acontece, foi aconselhado por pessoas que preferiam o divorcio a uma outra tentativa de negociaçao matrimonial, sem contar que com tal decisao da rainha, as outras  mulheres poderiam se rebelar contra seus maridos...
Noticia ruim que é noticia ruim, se espalha ràpido. E logo, todos sabiam que Vasti havia perdido a coroa, e a ordem, decreto e liçao do rei às mulheres, era que todas deveriam obedecer ao esposo!
Rei que è rei, nao fica sozinho! Fizeram uma seleçao para quem seria a futura rainha junto a Xerces. Como dizia Vinicius de Moraes: “as feias que me desculpem, mas beleza è fundamental”. Dito e feito! A ganhadora do concurso: Uma linda ragazza judia chamada Ester!
A història é grande, nao é a toa que a biblia dedica um livro inteiro chamado Ester. No meio dessa història toda, aparece um homem de confiança do rei chamado Hama. E é justamente dessa relaçao entre Hama e sua esposa, que gostaria de vos falar. Ou melhor, escrever.
É verdade que em toda relaçao existe problema, porèm, alguns sao causados por imprudencia e conselhos errados. Muitos casamentos tem se desfeito, por pensarem que aqueles que estao proximos, nos querem o bem. Diz a bìblia que a mulher sàbia edifica o lar e a tola, destròi! É verdade! Que mulher nao gostaria de ter uma amigo proximo do rei, aonde toda autoridade delegada poderia ser usada como bem quisesse. Algumas, prefeririam que o marido fosse o pròprio rei. Mas o desejo economico exarcebado, o prestìgio social e a desvalorizaçao do outro, podem acabar mal, confirmando a falta de sabedoria de uma mulher.
Hama, general do rei, estabelece agora uma ordem que todos deveriam se dobrar perante ele quando passasse! E tambèm estava planejando um grande massacre contra os judeus, porque Mardoqueu, tio da atual rainha, se negava a curvar-se frente a ele. Aliàs, a bìblia esta cheia de historias sobre  homens corajosos que se negavam a curvar-se frente àqueles que iam contra os princìpios de Deus.
Obssecado com a idéia do poder lhe ortogado, compartilha os fatos com sua esposa apòs um longo dia no reinado, a qual, ao invés de repensar e conversar sobre o que estava acontecendo, mostrando prudencia e equilibrio  no casamento, faz justamente o inverso: o estimula a matar, participar de jantares com rei, bem como, a qualquer custo, fazer aquilo que de melhor vos serve, ainda que a cabeça de outros pudessem rolar... ainda que nem o rei ficasse sabendo de suas reais intençoes...
Mulher sàbia fala na hora certa, promove ambientes corretos, ocupa o verdadeiro papel de esposa  e quando se hà filho, torna-se referencia em teu crescimento.
Ester, através de Mardoqueu, ficou sabendo do futuro massacre que poderia ocorrer com o povo judeu e entao, resolveu falar com rei! E pra falar com o rei, nada melhor que um jantar. Convite feito ao rei, mas também à Hama! O que um homem pensaria se fosse chamado para jantar com o rei e sua esposa? Que é o melhor! O “bam bam bam”. Obsessao pode cegar!
Jantar marcado, forca preparada! Acontece que o “sabichao” Hama, contando com o ovo no anus da galinha, jà havia preparado sua pròpria forca, sem saber! Pensando que mataria Mardoqueu, resolveu fazer uma grande forca e deixar preparada para quando o capturasse! Numa relaçao de casamento, aonde nao hà equilibrio, o fim pode ser fatal!
Na mesa com o rei, Ester declara as intençoes do proprio Hama! O rei assustado com tal atitude e outras “cositas a mais” que aconteceu naquela hora, resolveu puni-lo com a morte!  E qual morte? Morte de forca! Em sua pròpria forca, foi enforcado!
Detalhes poderao ser lidos no livro de Ester...
Mas escrevi tudo isso para poder concluir:
- o quanto é fundamental recebermos outras opinioes de pessoas sensatas e principalmente de Deus! E como fazer? Compartilhando suas idéias com aqueles que tem certeza que querem seu bem: com seu analista, com seu pastor, com seu padre, seu amigo...
- que num casamento, é fundamental um ajudar ao outro a raciocinar sobre suas futuras atitudes e consequencias vindouras! Entre Hama e  sua esposa, isso nao havia.
- casamento sem equilibrio pode gerar um orçamento doméstico catastròfico. Sonhos que seriam bençao, poderao se tornar em frustraçoes e dìvidas. Faltou isso na relaçao de Hama! Assim como falta hoje na relaçao de muitos casais.
- atè nas bençaos, o casal deve ter prudencia! Seja no financeiro, emocional ou espiritual!
- é melhor reconhecermos que nao somos nada, a pensarmos que somos o tal, o poderoso! Esposa que estimula a amaldiçoar os outros, é relaçao fracassada! “...aprendei-vos comigo, que sou manso e humilde de coraçao...”, disse Jesus.
- que se houvesse espiritualidade na mulher de Hama, a història poderia ter sido outra! Um lar aonde reconhece que o casamento è uma instituiçao divina, que os desejos e sonhos devem ser buscados de joelhos e com Deus acima de tudo, e ainda, que a busca de sabedoria e nao de coisas é fundamental para a saude familiar, é um lar equilibrado, belo e emocionalmente sadio!
Que nao nos tornemos escravos de nosso proprio desejo!
Dio vi benedica! 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Por não saber

Wellington Miranda

Por não saber, quis aprender, e fui aprendendo.A bíblia nos ensina a sermos desejosos como crianças.A psicanálise também.Gonzaguinha cantava "...viver e não ter a vergonha de ser um eterno aprendiz..." e Jesus exortava a aprendermos com ele, que era manso e humilde de coração.

Aprendo que humildade, mansidão e desejo não podem me faltar.É esta aliança que me propiciará momentos de vitória, aprendizado e sabedoria.Quando entendo isto, aprendo que estamos em constante aprendizado.Mas não quero só aprender, porque muito conhecimento sem uso adequado, pode me tornar arrogante e até mesmo perigoso.

Quero ser sábio! Como Salomão, Jesus e os mestres da história que fizeram a diferença.

Quero ser humilde, pois assim farei com que as pessoas se aproximem de mim sem medo de serem discriminadas.

Quero ser manso, pois minhas decisões serão pautadas e assim, sofrerei menos e farei com que os outros sofram menos também.Não é não sofrer.Impossível.Mas é saber que passaremos pelo sofrimento.Acharemos uma saída e não nos assustaremos com a imprevisibilidade da vida, porque viver é isso: Incerto.

Quero desejar, pois só assim me sentirei vivo.Pois quem não deseja, está morto.É o desejo que me move, é o espírito santo que me guia e são as pessoas que me refletem, que tudo isto é verdade.

É por não saber que quero aprender.É por desejar, que cresço.É por você existir, que escrevo.

Sobre cactos e cristãos

Wellington Miranda


Perdoem-me por pensar tanto.É que meus pensamentos saltam como milho quando
vira pipoca.
Entram sem pedir licença e saem quando eu escrevo. Assim começa a minha escrita: das coisas mais simples às mais sofisticadas, ou vice-versa.

Acredito que por haver passado por alguns desertos, é que associei a idéia de cacto ao cristão.


Então, “senta que lá vem a história!

O termo cactos foi usado há cerca de 300 anos antes de Cristo pelo grego Teofrastus. Em seu trabalho chamado Historia Plantarum, ele associa o nome cacto à plantas com fortes espinhos. Embora os cactos possam ter formas diversas, ainda hoje associamos a idéia de que são plantas com muitos espinhos. Apesar de 92% de sua estrutura ser composta por água, a presença do cacto indica sempre um solo pobre e seco.

Por aqui, começa meu devaneio...

Nem toda planta que possui água e espinho é cacto.Assim como nem todo aquele que se diz ser cristão, é.Sua presença pode indicar o que o cacto indica: que está em solo seco e pobre.

A bíblia nos ensina a reconhecermos uma árvore, pelo fruto que ela dá. E quando reconhecemos um cristão? Quando vemos em seu comportamento algo de reto, exemplar, de caráter. Algo que dá fruto...

O curioso é que todos os cactos florescem.Porém, algumas espécies só dão flores após os 80 anos de idade ou quando chegam a atingir altura superior a dois metros. Ou seja: tem crente que passa a vida inteira na igreja e está sujeito a perder a salvação.Outros estão esperando os milagres caírem do céu para que possam ser felizes e há outros, que estão esperando seu crescimento para florescerem.

Mas também há aqueles que não possuem a água que vos sustenta (Jesus Cristo) e sua fé está firmada em imagens que tem ouvido e não ouve e em deuses que não salvam.

Infelizmente existem cristãos acreditando que santidade tem haver com antiguidade e que sorriso no rosto é perversidade.

Estão esperando chegar “aos oitenta anos ou aos dois metros de altura”.

Quando cito esperar, meu pensamento se remete à idéia de comodismo, de inércia, de imobilidade. Idéia esta que tem se tornado verdade no cotidiano de algumas igrejas e de muitos que se dizem crentes.
Esqueceram que Deus os abençoou com desejos e sonhos.Com ousadia e intrepidez.Com astúcia e prudência.Com capacidade para aprender e com humildade para aceitar os erros.

Olho para o cacto e aprendo com ele. Aprendo que depois da primeira floração (para nós, primeiros frutos, boas ações, etc), todo ano, na mesma época, as flores voltam a aparecer.

Mas diferente dos cactos, nossa beleza não pode aparecer anualmente e nem nossos frutos, esporadicamente.
Ao contrário de muitos, acreditamos no reflorescimento a cada manhã, na ajuda mútua constante e no compadecimento com as almas, sempre.

Para nós cristãos, o sentimento de união e boa ação, não se dá somente em épocas de natal, dia das crianças ou sexta-feira da paixão.Estas datas são datas de desertos...dias de introspecção... que para muitos, acaba ali mesmo.

Não somos cactos para vivermos somente em lugares áridos ou desérticos.Somos responsáveis por nossas escolhas e como “vivemos” a vida. Temos a liberdade de escolher a terra que seremos plantados.

Mas também nos assemelhamos às plantas, pois possuímos a capacidade de nos adaptarmos ao ambiente no qual vivemos. A diferença é que ela (planta, cacto) não escolhe onde quer ficar, onde deseja ser plantada. Se o cacto não se adaptar ao lugar, ele morre.Se nós não nos adaptarmos, temos outras escolhas que podem nos trazer alegria.No entanto, as plantas conseguem mostrar sua beleza, mesmo nos lugares que não escolheram estar.Mesmo em meio aos espinhos, ao deserto - por um período longo sem chuvas – permanecem vigorosos! Ambos – cactos e cristãos – passam por um processo evolutivo. A diferença é que o cacto, faz o deserto ficar belo e o cristão, faz do belo um fardo.

Deus te capacita com o que você tem! Utiliza de suas habilidades para servi-lo e propagar Sua verdade! Independente de cor, raça, intelectualidade ou analfabetismo. Por que “...a letra mata, mas o espírito vivifica...”.Ele utiliza quem quer, na hora que Ele quiser.Mas somos mesquinhos, neuróticos e muitas vezes invadidos pela insatisfação e ingratidão.

Os cactos não se preocupam com sua estatura – de 2 cm a 10m de altura – e nem com o que hão de comer.

Uma das adaptações do cacto para viver, é apresentar raízes superficiais, muito longas e ramificadas, permitindo o aproveitamento de uma grande área de solo que permanece úmida por pouco tempo quando chove. Segundo os estudiosos, há espécies que têm uma raiz principal muito grossa para acumular um bom volume de água e substâncias nutritivas. Muitas vezes, essas raízes são mais grossas que a parte aérea da planta.

Vou ao Salmo 1, pois apesar d’eu não ter raiz propriamente dita, sigo o exemplo do cacto que finda sua raiz na terra, afim de conseguir sustento e confiança para não se abalar com a situação desértica.
Passo a meditar e ter meu prazer nas leis do Senhor, pois as escrituras nos ensina, que se isto conseguirmos, “...seremos como árvore plantada junto ao ribeiro, a qual dará seu fruto na estação própria e cujas folhas não caem...”

A diferença é que nossa água não seca, pois é água que vem do Trono de Deus! Quando ingerimos desta água, o que é impuro começa a sair e dar lugar ao que é bom e agradável.

Mas como acumular esta água? Como beber desta água e não deixar que me esvazie?Como passar pelo deserto e resistir aos longos períodos de secas pelos quais passamos?
Arrisco um palpite, reconhecendo que não tenho respostas para muitas perguntas: obedecendo as Leis de Deus, vigiando, orando e jejuando.Buscando esperança no ribeiro, notando a beleza que resplandece a cada amanhecer! Amando mais, arriscando mais.Fazendo mais análise (pois estarei em contato direto com meu lado nefasto), perdoando mais e sabendo que “...tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus...”.

O conseguir acumular esta água, novamente nos assemelha aos cactos, que apesar de não precisarem da beleza de Deus – pois refletem Deus em sua simples existência - apresentam uma pele espessa com uma cera que ajuda a evitar a perda por transpiração. A planta tem também estômatos - estruturas semelhantes aos nossos poros -, que durante o dia, sob sol forte, permanecem fechados para evitar a perda da água na forma de vapor.

Mas a água do cristão não se perde com o vapor.Se perde com o distanciamento de Deus.Com o superabundar do pecado e com o exercício efetivo de nossas próprias vontades, não obedecendo à vontade do Pai.

Os cactos necessitam de sol e ventilação.Nós precisamos da luz eterna que nunca se apaga (Jesus Cristo) e do sopro do Espírito Santo, que é o único vento capaz de refrigerar totalmente uma alma.

Os espinhos são uma característica marcante dos cactos.Nós cristãos, somos marcados pelo sangue do cordeiro e carregamos muitas vezes, a marca de Cristo.

Não Cristãos!Não nos reduzamos a cactos! Apenas aprendamos com eles, assim como sempre estamos aprendendo com o próximo! E por que não?
Porque seus espinhos nada mais são do que folhas que se reduziram no processo de evolução desta planta!

Nossas flores não podem se reduzir a espinhos.Não precisamos de espinhos para nos defender e nem para evitar a transpiração como fazem os cactos.

Precisamos dar frutos e nossas flores, brotarem...

Que a evolução (espiritual ou não) não venha tirar o que de belo existe em nós.Que em nossas readaptações pela vida, não venhamos reduzir nossas flores em espinhos e nem nossos sonhos em frustrações.

Que passemos pelo deserto em boa companhia e que brindemos junto aos cactos, a arte de reter água, mesmo em terra seca!

Que Deus continue lhe abençoando

Sobre capela e bordel

Wellington Miranda


Foram dois anos de viagens pelas mesmas estradas.Pena que não foi de trem.Quem as conhece, confirmará o que direi.Quem não as conhece, que aproveite para viajar e conhecê-las.Trata-se de uma pequena serra no interior de S.Paulo, chamada serra de “Santa Maria”.Penso que a “Santa” ninguém viu, mas a beleza da paisagem é capaz de santificar qualquer alma que se permita ser tocada pela natureza, que ali, ainda vive.

Valeu a pena.Repentinamente me dei conta da localização de uma capela e de um bordel.Dois lugares antagônicos, construídos nos extremos da serra.Um, lugar de promessas, perdão, oração, respeito, santidade, etc, localizado na parte baixa.O outro, lugar de prostituição, gozo, descompromisso e “pecado”, situado no ponto mais alto da serra.Mas uma diferença visível se fez entre os dois:o prostíbulo, sempre encontrava-se de portões e portas abertas; já a capela, sempre de portões e portas fechadas.Cheguei a pensar, que talvez o padre estivesse fazendo uma visita para aquelas mulheres e aí, teve que fechar as portas e levar as chaves.Se foi evangelizá-las ou fazer-lhes companhia, não sei.Quem um dia passar por lá, que veja, e se possível, me ligue para contar.

Se forem subir a serra, não se preocupe em pedir a benção do padre (pois é a capela que você vai ver primeiro), ele não vai estar lá e pelo visto, a “santa” também não.Contente-se em saber, que se quiseres, no final da serra, terá um lugar de descanso, massagem e “boas” companhias.Que serás acolhido se estiverem te desprezando e consolado se estiver aflito.Mas lembre-se de que tudo tem um preço.Que após uma bela subida e um confortável descanso, a vida continua.Pessoas ou compromissos esperam por você e, independentemente, de como esteja se sentindo após a saída do bordel, a estrada continua linda!

Agora, se você é daquele que precisa da benção do padre para prosseguir viagem, pedir perdão a “ele” de seus pecados e pagar a penitência dentro da capela, não se esqueça: As portas estão fechadas e as chaves estão com ele!Não!Não tente entender o padre.Nada garante que o compreendido seja gostado.Às vezes, quando a gente não entende, come e gosta.Quando entende, desgosta e vomita.

Haverá um feitiço contra a capela?Algo que precise ser quebrado para que as portas se abram?Quem é que vive dentro do padre que pode estar adormecido, encantado?

Mais forte que o feitiço é o amor!Este pode muito.Faltará amor no padre ou na “santa”?

Se tal feitiço existir e for destruído, não mais haverá mistérios dentro da capela e nem na Serra de “Santa Maria” e, talvez, o amor do padre e da “santa” se transforme num tédio interminável.

Se por ventura, algum dia notarem a porta da capela aberta e a do bordel fechada, por favor, me comuniquem, acharei uma nova estrada que deva conter mistérios ...

Sobre apitos e apitos

Wellington Miranda

Já faz muito tempo...

Quando criança, costumava sair disparado para o “fundo” do quintal da casa de meus pais, quando ouvia o apitar do trem.Época gostosa onde me dava ao prazer de apenas escutá-lo.Penso que minha vocação para psicanalista iniciou-se aí. Neste saber escutar... Por que vocação? Porque vocação é algo que nasce com a gente, não se aprende, brota. A palavra vocação vem do verbo vocare, que quer dizer “chamar”. “...é uma voz interior que chama e indica uma direção a ser seguida...”. Se escutá-la, pode ser que eu venha a ter momentos de felicidade. Se não escutar, poderei ser rico, poderoso e até famoso, mas não serei feliz.


Resolvi escutar minha vocação, essa voz que se iniciou há muito tempo, e hoje, sou feliz...



Escutar o trem não era para qualquer um. Nunca me permiti acostumar com seu barulho estrondoso, pois aprendi, que ao se acostumar com as coisas, posso deixar de ver a beleza que existe nelas. Assim acontece com os casamentos, namoros, relacionamentos em geral e até com o próprio sofrimento. Pessoas acostumam sofrer e desistem de sonhar, acostumam com o jeito de seus parceiros e não criam mais nada. Diz um ditado:”Quem está contente do jeito que está não cria nada”. Criei um outro...Quem se acostuma e acomoda com as coisas do jeito que estão, não cria nada.



Muitos que moram próximo à estação ferroviária, acostumaram com seu apito e barulho, a ponto de não o escutarem mais. E é por não o escutarem, que o governo resolveu abolir as estradas de ferro e triplicarem os pedágios. Acharam que com a retirada dos trens, as pessoas não sofreriam. Erraram! Foram egoístas! Não perguntaram se a presença dos trens era importante! Sou feliz por ter escutado a minha vocação, mas me entristeço ao escutar hoje o apito dos trens. Não possuem a mesma força, não carregam mais a alegria de se exibirem quando estão chegando à estação. As crianças não o admiram mais e os maquinistas estampam em seus rostos, a tristeza de não serem mais reconhecidos e admirados por serem os condutores das locomotivas. Viajei muito com “eles”... Esses dias, tive que levar minha filha até à cidade de Anhumas para que ela pudesse conhecer um pouco, do que conheci muito. Gostou...



Que pena não morar mais perto da FEPASA; que pena as estações estarem destruídas – as climáticas também; que pena o apito do trem não ter a mesma beleza e a mesma força; que pena Rubem Alves não passar mais no fundo de meu quintal para dar aulas na cidade de Rio Claro; que pena não conseguir mais sentir o tremer do chão e os sons agudos da linha de aço, avisando que algo grande estava se aproximando; que pena não ver mais as pessoas acenando para nós, enquanto seguiam viajem e continuávamos a brincar...



E é por isso que não esqueço daquela época...porque a memória carrega coisas que fazem sentido e que podem ser usadas. Não esqueço porque foi apreendido. Vou levar para o céu quando morrer e compartilhar com aqueles que não souberam viver sua infância. Aprendi a escutar... e acabei escutando que o fim da vida dos trens estava próximo. Aí, resolvi seguir minha vocação... escutar pessoas, pois a ausência cada vez maior das locomotivas, marcava ,que um dia, não mais as escutaria.


Preciso parar por aqui, pois neste instante ouço um apito...se não escutá-lo agora, não sei quando o escutarei novamente...