quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Entendendo o inatendível

Wellington Miranda


Não quero me prender as quatro paredes de pensamentos pequenos, cuja humanidade vem fazendo parte. Quebro protocolos e avanço em direção ao nada. Ausência...

Sentimentos que não conseguem ser expresso em palavras, muitas vezes são os responsáveis por levarmos o rótulo de louco, diferente ou algo parecido.

A arte sempre me chamou atenção! Conduz-me de certa forma a um lugar inusitado, inexplorado e intocável por meu corpo. Pintores como Picasso, Modigliani, Johann Gütlich, me levam a um “delírio lúcido”. Faço silêncio em mim.

Religiosidade, preconceito, pensamento capitalizado, caem por terra como um vitral atingido por uma pedra lançada de um alforje de menino.

Deixo-me ser criança e também permito-me ser adulto. No intangível confinamento de minha alma, brota a esperança e sensibilidade pelo subjetivo.

Das curvas aparentemente inexpressivas dos pincéis tingidos, vejo vida, expressão de comportamentos e possibilidades de expressão.

No confinamento da religiosidade e evangelhos pregados de modo chulo, pessoas têm se tornadas prisioneiras das doenças da alma. Confinam-se dentro de si mesma, deixando de expressar o que de melhor existem nelas, pelo fato de não serem entendidas.

Viajo, entro em uma dimensão quase impossível de ser expressa em palavras! São nessas viagens que me encontro com Deus, com seus caminhos surpreendentes e com a ação multiforme de Seu espírito. Na subjetividade vejo Deus, pois me esvazio de mim mesmo!

Assim, vejo Suas mãos que pincelam como Picasso, Modigliani e Monet. Teclam como Mozart e Vivaldi. O reino de Deus encontra-se em momentos sublimes, tênues e sinceros como o abraço de um pai no filho, pois ali há bondade e carinho.

O reino de Deus encontra-se na ajuda missionária aos necessitados, onde longe dos holofotes e publicidade, dividem seus bens uns com os outros, sem precisarem ser visto pelos “grandes” nomes dos movimentos evangélicos.

O reino de Deus está onde há bondade, solidariedade e fé.

Sim...continuarei a viajar na arte e onde mais for preciso, pois o grande artesão do Universo, deu-me provas de Sua capacidade de colorir o mundo com seus pincéis humanos. Se as pessoas tornaram o mundo cinza, ofuscando a alegria das cores originais, isto não cabe mais a Deus!

A vida nos foi dada, a chance de administração de um mundo todo, foi colocada em nossas mãos. Mãos sadias, sem marcas de pregos! Um pintor ou pianista com mãos furadas, não conseguiria ir muito longe! Por isso, nossas mãos estão sãs. Pois preço de sangue já foi pago para que hoje pudéssemos ser livres, afim de que todo o nosso corpo, alma e espírito possam ser usados na prática do bem.

Continuarei buscando a presença de meu grande artesão, sei que me escutará nas horas de angústia, ensinando-me o caminho da olaria e do atelier, bem como, a hora certa de substituir os pincéis que já não absorvem mais as cores!

Que Deus lhe abençoe........na subjetividade de seu caráter!

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