Wellington Miranda
Tenho percebido ao longo do tempo, quão difícil está sendo para as pessoas assumirem seus próprios erros, pontos fracos e o quanto necessitam de mudança.
Também tenho visto em meu consultório casais destruídos e egoístas que só pensam em possibilidades de mudanças, a partir da atitude do cônjuge e não dele, primeiramente.
Ando a me perguntar do porquê de tanto medo de uma mudança! Não dão o braço a torcer e quando cedem, sentem-se como fracassados e submissos. Como se fossem capturados pelo outro. Talvez daí a idéia errônea de que casamento priva a “liberdade”. A relação que poderia ser saudável, de cumplicidade e sinceridade, parece ter tomado uma nova dimensão.
Tudo está perdido? Não. Se há motivos pelos quais nos preocupar, há também soluções e essas vêem do mesmo terreno de onde surgem os problemas.
Monólogos articulados, portanto, tomam o lugar dos diálogos compreensíveis, em nossa época.
Em algum lugar Lacan chegou a dizer que não adianta a ninguém trocar de família, especialmente de pais, imaginando que terá seus problemas resolvidos. Eles reapareceriam iguaiszinhos se isso fosse possível. Digo que com o casamento, o mesmo também pode acontecer.
Por não reconhecerem a necessidade de mudança, as pessoas se separam e vão buscar o tão idealizado parceiro em outra relação! Não sarados de suas feridas e não dispostos a mudarem vossos comportamentos, não conseguem estabelecer uma relação duradoura e assim, o comportamento de pular de “galho em galho” se repete, mostrando o quanto nossa sociedade tem banalizado o casamento, a relação conjugal e o inicio da instituição chamada família.
Querem saber a todo o momento o por quê do outro não mudar! Entre começar uma mudança a fim de salvar uma relação ou afundarem a relação por resistirem ao início da mudança, optam pelo naufrágio da relação!
Não há nada a se compreender na delícia de um banho de cachoeira, na preocupação de um pai com um filho, na declaração de amor: Eu te amo. Não há nenhum por que, e se fosse explicado, perderia o sentido do afeto. Uma frase de união de um casamento poderia ser: “E que fiquem juntos até que a compreensão vos separe”. Não se pode entender o amor...
Se o sujeito é sempre responsável, não haverá sujeito sem responsabilidade.
Pois bem, o homem desbussolado continuará sem rumo se não lhe oferecermos a responsabilidade frente ao acaso, a surpresa, enfim, frente a seu inconsciente, à família e ao casamento. É dessa responsabilidade única e individual que muitos tem se afugentado.
Lacan apostava que seria possível tocar no ponto íntimo de vergonha do analisante (aqueles que fazem análise); não vergonha social frente ao outro, mas uma vergonha íntima sem a qual a vida fica nua, sem qualidade, desqualificada. A família é a primeira intimidade de cada um, sua “extimidade”, se preferirmos o trocadilho de Lacan. A família funda a “extimidade” de cada pessoa.
Concordo com Lacan, mas busco em Deus a sabedoria e aceito sua ordenança como um bálsamo que trás refrigério às relações, pois assim nos disse: “...deixarás o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne...”
Que Deus lhe abençoe .................e que você não se intimide ao precisar de auxílio!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Esvazie-me
Wellington Miranda
Esvazie-me Sr. da religiosidade que gera hipocrisia. Quero correr em Seus braços do jeito que estou, afim de que nosso encontro produza mudança de caráter.
Esvazie-me da permanência na segurança por medo do incerto. Esvazie-me da comodidade por receio dos erros e das certezas do que se vê, por ainda não enxergar em que se crê.
Esvazie-me do orgulho e onipotência na qual muitas vezes, posso ter sido capturado de surpresa. Quero ser livre...
Esvazie-me do meu conceito de riqueza, consumo desnecessário para a salvação de minha alma.
Esvazie-me dos conceitos limitados os quais aprendemos sobre Sua presença! Quero vê-lo em lugares inusitados e inatendíveis ao homem!
Esvazie-me de meu ego! Só assim deixarei de me ver e passarei a vê-lo!
Esvazie-me de minha rigidez e preocupação exacerbadas com Teu reino! Excelência se aprende e se desperta, não se impõe!
Esvazie-me de toda sabedoria humana, teorias psicanalíticas e fundamentos teológicos, para que eu possa me achegar a Ti reconhecendo que nada sou e que nada sei!
Esvazie-me de meus pensamentos impuros e às vezes insanos, mas não de Sua correção e exortação, pois o Pai corrige aqueles a quem ama!
Esvazie-me de estórias que para nada me servem, mas me ensine a usar as histórias que contribuíram para o meu crescimento.
Esvazie-me do falso controle sobre meus dias, pois o Sr. nos ensina que não devemos nos preocupar com o amanhã! A cada dia basta teu mal!
Esvazie-me do pré-conceito, da discriminação e do pré-julgamento. Quero acreditar cada dia mais que o ser humano é formado por mais virtudes do que defeitos. Pois nossos erros e defeitos são inspirados na limitação humana, mas nossas virtudes são inspiradas em Seu espírito.
Esvazie-me da incredulidade! Pois não nos interessa como é a vida do semeador e sim, da semente que será lançada e da terra que poderá ser fértil.
Esvazie-me do conceito de beleza dos dias atuais. Continue retirando os invólucros de meus olhos, para que eu também continue enxergando beleza onde muitos não a vêem.
Esvazie-me do pecado, mas não do ato de amar o pecador! Afinal, o Sr. veio para os doentes e enfermos, nos mostrando que onde abundou o pecado, superabundou a graça!
Esvazie-me do meu suposto controle sobre mim mesmo, para que eu delegue a Ti a manutenção de meus dias...
Esvazie-me de palavras torpes que não edificam, colocando em minha língua brasas ardentes, para a edificação do próximo.
Esvazie-me dos conceitos ilusórios sobre felicidade e faz-me entender que este é o tipo de gente feliz: gente que não anda segundo o conselho dos ímpios, que não se detém no caminho dos pecadores e nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Esvazie-me do silêncio que nos faz pactuantes do pecado, por medo de pregar a verdade! Esquece-se que a verdade liberta!
Esvazie-me da descrença e me leve todo dia a ser criança. Somente assim confiarei sem titubear e porque delas, será o reino dos céus.
Esvazie-me...esvazie-me...
Esvazie-me Sr. da religiosidade que gera hipocrisia. Quero correr em Seus braços do jeito que estou, afim de que nosso encontro produza mudança de caráter.
Esvazie-me da permanência na segurança por medo do incerto. Esvazie-me da comodidade por receio dos erros e das certezas do que se vê, por ainda não enxergar em que se crê.
Esvazie-me do orgulho e onipotência na qual muitas vezes, posso ter sido capturado de surpresa. Quero ser livre...
Esvazie-me do meu conceito de riqueza, consumo desnecessário para a salvação de minha alma.
Esvazie-me dos conceitos limitados os quais aprendemos sobre Sua presença! Quero vê-lo em lugares inusitados e inatendíveis ao homem!
Esvazie-me de meu ego! Só assim deixarei de me ver e passarei a vê-lo!
Esvazie-me de minha rigidez e preocupação exacerbadas com Teu reino! Excelência se aprende e se desperta, não se impõe!
Esvazie-me de toda sabedoria humana, teorias psicanalíticas e fundamentos teológicos, para que eu possa me achegar a Ti reconhecendo que nada sou e que nada sei!
Esvazie-me de meus pensamentos impuros e às vezes insanos, mas não de Sua correção e exortação, pois o Pai corrige aqueles a quem ama!
Esvazie-me de estórias que para nada me servem, mas me ensine a usar as histórias que contribuíram para o meu crescimento.
Esvazie-me do falso controle sobre meus dias, pois o Sr. nos ensina que não devemos nos preocupar com o amanhã! A cada dia basta teu mal!
Esvazie-me do pré-conceito, da discriminação e do pré-julgamento. Quero acreditar cada dia mais que o ser humano é formado por mais virtudes do que defeitos. Pois nossos erros e defeitos são inspirados na limitação humana, mas nossas virtudes são inspiradas em Seu espírito.
Esvazie-me da incredulidade! Pois não nos interessa como é a vida do semeador e sim, da semente que será lançada e da terra que poderá ser fértil.
Esvazie-me do conceito de beleza dos dias atuais. Continue retirando os invólucros de meus olhos, para que eu também continue enxergando beleza onde muitos não a vêem.
Esvazie-me do pecado, mas não do ato de amar o pecador! Afinal, o Sr. veio para os doentes e enfermos, nos mostrando que onde abundou o pecado, superabundou a graça!
Esvazie-me do meu suposto controle sobre mim mesmo, para que eu delegue a Ti a manutenção de meus dias...
Esvazie-me de palavras torpes que não edificam, colocando em minha língua brasas ardentes, para a edificação do próximo.
Esvazie-me dos conceitos ilusórios sobre felicidade e faz-me entender que este é o tipo de gente feliz: gente que não anda segundo o conselho dos ímpios, que não se detém no caminho dos pecadores e nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Esvazie-me do silêncio que nos faz pactuantes do pecado, por medo de pregar a verdade! Esquece-se que a verdade liberta!
Esvazie-me da descrença e me leve todo dia a ser criança. Somente assim confiarei sem titubear e porque delas, será o reino dos céus.
Esvazie-me...esvazie-me...
O livro e o pedreiro
Wellington Miranda
Aconteceu em Nova Odessa. Como todos já sabem, não dispenso um café com leite e um pão com manteiga.
Seja na parte da tarde ou na manhã (exceto nos dias de jejum), tal ritual faz parte de minha vida há anos.
Nesses momentos efêmeros, idéias me saltam, sentimentos me sacodem e a sensibilidade humana se torna, ainda, mais real.
No trajeto - consultório-padaria - me deparo com uma cena rara. A passos rápidos e concentração assídua, um pedreiro saindo de seu trabalho, retira um livro de sua mochila, coloca-a nas costas, abre o livro com suas duas mãos e se deleita numa leitura fantástica.
Nem o movimento louco dos carros, nem o atravessar da rua, faz com que aquele homem retire os olhos daquele livro.
Minha vontade era perguntar o nome do livro, mas com certeza eu estragaria sua leitura e a cena a qual eu nunca mais me esquecerei.
Este foi o fato. E agora, o que tal fato despertou em mim!
Pedreiro, nunca combinou com livro. Pelo menos em nossa cultura!
Mas na verdade, entre pedreiros e livros, existem muitas semelhanças e caminha tão junto, que sempre passaram despercebidos por nossos olhos desatentos.
De uma coisa sei: novamente vi beleza onde muitos não vêem. Fazendo minha auto-análise, pude compreender o porquê de meus olhos terem sido seduzidos por uma cena, aparentemente sem valor. Entre uma mordida de pão e um gole de leite, pude pontuar quão maravilhosa semelhança existe entre os dois.
O Pedreiro, é aquele que contribui na construção civil.
O Livro, é aquele que contribui para a construção do ser humano.
O Pedreiro, é aquele responsável por fazer um bom alicerce, afim de que a construção não desabe.
O Livro, se responsabiliza por uma solidez do caráter e do conhecimento, afim de que não sejamos contaminados pelo vírus da ignorância.
O Pedreiro, pelo menos os bons pedreiros, possuem olho clínico e identificam os perigos de uma construção.
O livro, pelo menos os bons livros, nos despertam novos olhares sobre ângulos jamais visto.
O Pedreiro, compreende que não se deve ter pressa para acabar uma boa obra.
O livro, nos faz compreender que uma boa obra, deve ser lida e relida quantas vezes necessário e apreciada, independente do tempo.
O Pedreiro, trabalha em harmonia com a natureza. A busca pela perfeição é encontrada nela. Sem a ajuda do tempo, a obra não anda.
O Livro, nos abre a possibilidade de conhecer o tempo, as paisagens e lugares, sem mesmos termos saídos de casa. Com o tempo, as páginas se tornam amarelas, porém, mais significativas. Com a ajuda do tempo, nossas mãos conseguem segurar um livro, mas não conseguem mais segurar um tijolo.
Prossigo meu café, pois perco de vista o pedreiro. Não sei se o encontrarei novamente. Momentos assim podem ser únicos...
Na ausência do Pedreiro, abrirei um livro, repensarei meus conceitos e apreciarei um novo entardecer.
Ele não percebeu minha existência – também, pudera! Mas minha existência pode perceber que aquele trabalhador não era apenas um construtor de prédio, mas um construtor de histórias!
Na verdade, acredito que aquele homem tenha virado poeta, pois ao que me parece, fez de sua profissão uma arte! Ou talvez, da arte, sua profissão...
Ou quem sabe, ainda, tenha se tornado um cantor, que no meio de seu ofício de construtor, cantarolou A Construção, de Chico:
...e atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música...
Aconteceu em Nova Odessa. Como todos já sabem, não dispenso um café com leite e um pão com manteiga.
Seja na parte da tarde ou na manhã (exceto nos dias de jejum), tal ritual faz parte de minha vida há anos.
Nesses momentos efêmeros, idéias me saltam, sentimentos me sacodem e a sensibilidade humana se torna, ainda, mais real.
No trajeto - consultório-padaria - me deparo com uma cena rara. A passos rápidos e concentração assídua, um pedreiro saindo de seu trabalho, retira um livro de sua mochila, coloca-a nas costas, abre o livro com suas duas mãos e se deleita numa leitura fantástica.
Nem o movimento louco dos carros, nem o atravessar da rua, faz com que aquele homem retire os olhos daquele livro.
Minha vontade era perguntar o nome do livro, mas com certeza eu estragaria sua leitura e a cena a qual eu nunca mais me esquecerei.
Este foi o fato. E agora, o que tal fato despertou em mim!
Pedreiro, nunca combinou com livro. Pelo menos em nossa cultura!
Mas na verdade, entre pedreiros e livros, existem muitas semelhanças e caminha tão junto, que sempre passaram despercebidos por nossos olhos desatentos.
De uma coisa sei: novamente vi beleza onde muitos não vêem. Fazendo minha auto-análise, pude compreender o porquê de meus olhos terem sido seduzidos por uma cena, aparentemente sem valor. Entre uma mordida de pão e um gole de leite, pude pontuar quão maravilhosa semelhança existe entre os dois.
O Pedreiro, é aquele que contribui na construção civil.
O Livro, é aquele que contribui para a construção do ser humano.
O Pedreiro, é aquele responsável por fazer um bom alicerce, afim de que a construção não desabe.
O Livro, se responsabiliza por uma solidez do caráter e do conhecimento, afim de que não sejamos contaminados pelo vírus da ignorância.
O Pedreiro, pelo menos os bons pedreiros, possuem olho clínico e identificam os perigos de uma construção.
O livro, pelo menos os bons livros, nos despertam novos olhares sobre ângulos jamais visto.
O Pedreiro, compreende que não se deve ter pressa para acabar uma boa obra.
O livro, nos faz compreender que uma boa obra, deve ser lida e relida quantas vezes necessário e apreciada, independente do tempo.
O Pedreiro, trabalha em harmonia com a natureza. A busca pela perfeição é encontrada nela. Sem a ajuda do tempo, a obra não anda.
O Livro, nos abre a possibilidade de conhecer o tempo, as paisagens e lugares, sem mesmos termos saídos de casa. Com o tempo, as páginas se tornam amarelas, porém, mais significativas. Com a ajuda do tempo, nossas mãos conseguem segurar um livro, mas não conseguem mais segurar um tijolo.
Prossigo meu café, pois perco de vista o pedreiro. Não sei se o encontrarei novamente. Momentos assim podem ser únicos...
Na ausência do Pedreiro, abrirei um livro, repensarei meus conceitos e apreciarei um novo entardecer.
Ele não percebeu minha existência – também, pudera! Mas minha existência pode perceber que aquele trabalhador não era apenas um construtor de prédio, mas um construtor de histórias!
Na verdade, acredito que aquele homem tenha virado poeta, pois ao que me parece, fez de sua profissão uma arte! Ou talvez, da arte, sua profissão...
Ou quem sabe, ainda, tenha se tornado um cantor, que no meio de seu ofício de construtor, cantarolou A Construção, de Chico:
...e atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música...
"...tristeza não tem fim..." Felicidade sim?
Wellington Miranda
Das clássicas proposições filosóficas aos atuais manuais de auto-ajuda, passando pelos trabalhos científicos e as construções utópico-ideológicas predominantes no século 20, a verdade é que o ser humano ainda não conseguiu dar uma resposta definitiva e satisfatória sobre o que é ser feliz e como conseguir sê-lo.
Os seres humanos por serem desejantes, seres de linguagem, são condenados a sentir, primeiro mal-estar e angústia, depois por serem impulsionados para algo que se supõe trazer a felicidade, um estado de completude, de não falta.
É certo que a necessidade quando preenchida leva o sujeito a obter a sensação de satisfação. Mas, não o leva o leva sentir-se feliz. Isto acontece porque “o desejo, jamais é satisfeito" (GARCIA-ROZA: 144)
O desejo jamais é satisfeito porque tem origem e sustentação da falta essencial que habita o ser humano, daquilo que jamais será preenchido e, por isso mesmo o faz sofrer, mas que também o impulsiona para buscar realização – ou satisfação parcial – no mundo objetivo ou na sua própria subjetividade (sonhos, artes, projetos utópicos, fé, etc).
Acredite ou não, na dimensão concreta da realidade, jamais o sujeito poderá conquistar a felicidade. A realidade do mundo, dos acontecimentos e dos fatos, sempre frustra nossa capacidade desejante de preenchimento ou a sensação de ser feliz.
Portanto, não podemos associar a satisfação das necessidades com a felicidade.
O desenvolvimento biotecnológico parece prometer uma felicidade que não se cumpre (vide o alto índice de depressivos, apesar do Prozac).
A psicanálise não ensina o sentido da vida, mas ao questionar sua história e suas escolhas, permite ao sujeito encontrar um sentido para ela, do que possa ser as felicidades possíveis, sendo ele o autor de sua própria história. Dando um pouco de descanso a Deus e menos culpa ao diabo!
A felicidade não pode ser produto de uma alienação, enganação ou delírio! Os recentes estudos sobre a felicidade apontam que ela será inventada por um sujeito que aprendeu a conhecer melhor a si próprio e o mundo em que vive.
Em vez de ficar obsessivamente buscando “a” felicidade, deveríamos sustentar uma certa “alegria de viver”, e que pudesse ser irradiada para também animar o próximo. Isso também serve para aqueles que se preocupam mais em diagnosticar, a tratar certas enfermidades psíquicas e físicas.
Coisas simples, como por exemplo, este trecho da música Corcovado – de Tom Jobim:
Um cantinho, um violão
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o corcovado
E o redentor que lindo!
Canto, violão, amor, calma, sonhos, visão... situações que nos deixam felizes. Simplicidade...pôr do sol, nascer da lua...
Enquanto brilhar no ser humano a esperança, a felicidade é possível, não como algo posto no futuro mas como algo que acontece no dia a dia, embora nem sempre consigamos perceber.
Contudo, aprendi a ser feliz em Cristo, pois quem está Nele não morre!
Que Deus lhe abençoe...............e lhe ensine a ser feliz!
Das clássicas proposições filosóficas aos atuais manuais de auto-ajuda, passando pelos trabalhos científicos e as construções utópico-ideológicas predominantes no século 20, a verdade é que o ser humano ainda não conseguiu dar uma resposta definitiva e satisfatória sobre o que é ser feliz e como conseguir sê-lo.
Os seres humanos por serem desejantes, seres de linguagem, são condenados a sentir, primeiro mal-estar e angústia, depois por serem impulsionados para algo que se supõe trazer a felicidade, um estado de completude, de não falta.
É certo que a necessidade quando preenchida leva o sujeito a obter a sensação de satisfação. Mas, não o leva o leva sentir-se feliz. Isto acontece porque “o desejo, jamais é satisfeito" (GARCIA-ROZA: 144)
O desejo jamais é satisfeito porque tem origem e sustentação da falta essencial que habita o ser humano, daquilo que jamais será preenchido e, por isso mesmo o faz sofrer, mas que também o impulsiona para buscar realização – ou satisfação parcial – no mundo objetivo ou na sua própria subjetividade (sonhos, artes, projetos utópicos, fé, etc).
Acredite ou não, na dimensão concreta da realidade, jamais o sujeito poderá conquistar a felicidade. A realidade do mundo, dos acontecimentos e dos fatos, sempre frustra nossa capacidade desejante de preenchimento ou a sensação de ser feliz.
Portanto, não podemos associar a satisfação das necessidades com a felicidade.
O desenvolvimento biotecnológico parece prometer uma felicidade que não se cumpre (vide o alto índice de depressivos, apesar do Prozac).
A psicanálise não ensina o sentido da vida, mas ao questionar sua história e suas escolhas, permite ao sujeito encontrar um sentido para ela, do que possa ser as felicidades possíveis, sendo ele o autor de sua própria história. Dando um pouco de descanso a Deus e menos culpa ao diabo!
A felicidade não pode ser produto de uma alienação, enganação ou delírio! Os recentes estudos sobre a felicidade apontam que ela será inventada por um sujeito que aprendeu a conhecer melhor a si próprio e o mundo em que vive.
Em vez de ficar obsessivamente buscando “a” felicidade, deveríamos sustentar uma certa “alegria de viver”, e que pudesse ser irradiada para também animar o próximo. Isso também serve para aqueles que se preocupam mais em diagnosticar, a tratar certas enfermidades psíquicas e físicas.
Coisas simples, como por exemplo, este trecho da música Corcovado – de Tom Jobim:
Um cantinho, um violão
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o corcovado
E o redentor que lindo!
Canto, violão, amor, calma, sonhos, visão... situações que nos deixam felizes. Simplicidade...pôr do sol, nascer da lua...
Enquanto brilhar no ser humano a esperança, a felicidade é possível, não como algo posto no futuro mas como algo que acontece no dia a dia, embora nem sempre consigamos perceber.
Contudo, aprendi a ser feliz em Cristo, pois quem está Nele não morre!
Que Deus lhe abençoe...............e lhe ensine a ser feliz!
Curando-se, para curar!
Na busca por uma visão única e exclusivamente espiritual, muitas vezes deixamos de lado decisões que vão contra nossos planos, a nossa ética e até mesmo nosso caráter. A partir disto, enxergo duas vertentes.
A primeira: por não querer ver a verdade que me assombra e me decepciona, faço do olhar cru, somente uma visão espiritual. Assim, torna-se mais fácil para aquele que se decepcionou, acreditar que não há maldade, inveja e desejo de controle por parte do próximo. Apenas foi instrumento do diabo ou permissão de Deus.
A segunda: decido-me a partir do que entendi. Ou seja, o próximo me ofende, me mostra o que realmente quer dizer com suas atitudes, e eu desconsidero a influência do diabo ou de Deus. Assim feito, enxergo realmente sua inveja, seu sadismo e sua “preocupação” desnecessária com a vida alheia. Mesmo assim, o perdôo.
Exposto estas duas visões, prossigo minha reflexão.
Um dos papéis da igreja de Cristo é acolher os feridos de espírito, é aconselhar segundo a Bíblia e não a achologia humana, aqueles que necessitam de orientações. Também é poder trazer para mais perto de Deus, indivíduos que estão perdidos e sendo consumidos pelo pecado.
Cabe ao corpo de Cristo, propagar o evangelho como ele é. Sem rodeios e promessas que não se cumprirão. Para tanto, existem estratégias.
Partindo deste raciocínio, queremos acreditar que aqueles que formam o corpo e auxiliam aos que chegam, devem no mínimo, estarem menos machucados e doentes comparados aos que necessitam de auxílio.
Infelizmente temos visto o contrário. Pessoas ainda firmadas no passado, rancorosas, invejosas, sem preparo espiritual e busca com Deus. Dizia Cristo: “...crescei na graça e no conhecimento...”.
Resultado: decepções cada vez maiores em nome de Deus. Pastores charlatões e ministérios cegos. Desunião dentro do corpo de Cristo, contenda e separação. Desobediência e dificuldades em seguirem regras. Igrejas monopolizando todo o tipo de cura, pensando que o ser humano é apenas espírito, e não também alma e corpo.
O Deus ao qual conheço, não se limita a templos feitos por mãos humanas. Igreja cheia de gente, não é o mesmo que gente cheia de Deus. Assim, a preocupação deve ser em salvá-las e não prendê-las. Orientá-las e não limitá-las. Aconselhá-las e não se mostrarem conhecedores de uma única solução.
Sabemos que a igreja é um lugar de pessoas complicadas! Mas ainda deveria ser o único lugar a ensinar amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a mim mesmo!
Fomento estas reflexões com o desejo de que sejamos sarados, e o corpo de Cristo venha ser lugar de paz. Desejo uma vida cristã sem peso, sem culpa e sem medo, pois estes sentimentos têm afastado as pessoas de Cristo. Quem gostaria de ter um pai que não deixa nada? Que fulmina e castiga em todo momento?
Portanto, vos digo algo para honra e não para a desonra. Somos seres humanos e não Deus. A busca pela santidade é necessária, opcional, mas não é obrigatória. Temos o livre arbítrio.
De uma coisa sei: que não olharei espiritualmente todos os episódios da vida, para isentar o próximo de seu desejo maldoso.
Também não culparei a Deus e o diabo todo momento, por tentar manter uma ordem num corpo que está doente e desordenado.
Desmascarei a mentira com a verdade e pagarei (apesar de já ter sido pago) o preço que for preciso. Não tolerarei movimentos enganosos dentro das igrejas e nem participarei de campanhas com promessas fantasiosas. Não serei moldado por pensamentos mesquinhos “sabedores” da verdade. E isto serve tanto para os que são cristãos, como para os que não são.
Na busca pela propagação da ordem, buscarei a sabedoria de Deus. E tenho certeza que Ele concederá!
As verdades devem ser faladas, as dúvidas sanadas e os corações sarados. Isto não se faz com o tampar do sol pela peneira. Isto se faz discutindo, sendo sincero e reconhecendo nossos erros e falhas. Sou a favor da autenticidade, incomode a quem quiser!
A igreja somos nós, e a retidão, humanismo e caráter, devem fazer parte de nossa história e de nossa vivência. “Aonde abundou o pecado, superabundou a graça”
Queremos um crescimento saudável? Então nos alimentemos de coisas que edifiquem!
Não almejo um corpo que seja visto pelo mundo, como crianças mimadas e coléricas que se rebelam contra as responsabilidades da vida adulta e que exigem um governo paternal para lhes suprir as necessidades desde o começo até o fim da vida!
A Deus, o papel de Deus! Ao anjo, o papel de anjo! À igreja, o papel de igreja!
Que Deus lhe abençoe!
A primeira: por não querer ver a verdade que me assombra e me decepciona, faço do olhar cru, somente uma visão espiritual. Assim, torna-se mais fácil para aquele que se decepcionou, acreditar que não há maldade, inveja e desejo de controle por parte do próximo. Apenas foi instrumento do diabo ou permissão de Deus.
A segunda: decido-me a partir do que entendi. Ou seja, o próximo me ofende, me mostra o que realmente quer dizer com suas atitudes, e eu desconsidero a influência do diabo ou de Deus. Assim feito, enxergo realmente sua inveja, seu sadismo e sua “preocupação” desnecessária com a vida alheia. Mesmo assim, o perdôo.
Exposto estas duas visões, prossigo minha reflexão.
Um dos papéis da igreja de Cristo é acolher os feridos de espírito, é aconselhar segundo a Bíblia e não a achologia humana, aqueles que necessitam de orientações. Também é poder trazer para mais perto de Deus, indivíduos que estão perdidos e sendo consumidos pelo pecado.
Cabe ao corpo de Cristo, propagar o evangelho como ele é. Sem rodeios e promessas que não se cumprirão. Para tanto, existem estratégias.
Partindo deste raciocínio, queremos acreditar que aqueles que formam o corpo e auxiliam aos que chegam, devem no mínimo, estarem menos machucados e doentes comparados aos que necessitam de auxílio.
Infelizmente temos visto o contrário. Pessoas ainda firmadas no passado, rancorosas, invejosas, sem preparo espiritual e busca com Deus. Dizia Cristo: “...crescei na graça e no conhecimento...”.
Resultado: decepções cada vez maiores em nome de Deus. Pastores charlatões e ministérios cegos. Desunião dentro do corpo de Cristo, contenda e separação. Desobediência e dificuldades em seguirem regras. Igrejas monopolizando todo o tipo de cura, pensando que o ser humano é apenas espírito, e não também alma e corpo.
O Deus ao qual conheço, não se limita a templos feitos por mãos humanas. Igreja cheia de gente, não é o mesmo que gente cheia de Deus. Assim, a preocupação deve ser em salvá-las e não prendê-las. Orientá-las e não limitá-las. Aconselhá-las e não se mostrarem conhecedores de uma única solução.
Sabemos que a igreja é um lugar de pessoas complicadas! Mas ainda deveria ser o único lugar a ensinar amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a mim mesmo!
Fomento estas reflexões com o desejo de que sejamos sarados, e o corpo de Cristo venha ser lugar de paz. Desejo uma vida cristã sem peso, sem culpa e sem medo, pois estes sentimentos têm afastado as pessoas de Cristo. Quem gostaria de ter um pai que não deixa nada? Que fulmina e castiga em todo momento?
Portanto, vos digo algo para honra e não para a desonra. Somos seres humanos e não Deus. A busca pela santidade é necessária, opcional, mas não é obrigatória. Temos o livre arbítrio.
De uma coisa sei: que não olharei espiritualmente todos os episódios da vida, para isentar o próximo de seu desejo maldoso.
Também não culparei a Deus e o diabo todo momento, por tentar manter uma ordem num corpo que está doente e desordenado.
Desmascarei a mentira com a verdade e pagarei (apesar de já ter sido pago) o preço que for preciso. Não tolerarei movimentos enganosos dentro das igrejas e nem participarei de campanhas com promessas fantasiosas. Não serei moldado por pensamentos mesquinhos “sabedores” da verdade. E isto serve tanto para os que são cristãos, como para os que não são.
Na busca pela propagação da ordem, buscarei a sabedoria de Deus. E tenho certeza que Ele concederá!
As verdades devem ser faladas, as dúvidas sanadas e os corações sarados. Isto não se faz com o tampar do sol pela peneira. Isto se faz discutindo, sendo sincero e reconhecendo nossos erros e falhas. Sou a favor da autenticidade, incomode a quem quiser!
A igreja somos nós, e a retidão, humanismo e caráter, devem fazer parte de nossa história e de nossa vivência. “Aonde abundou o pecado, superabundou a graça”
Queremos um crescimento saudável? Então nos alimentemos de coisas que edifiquem!
Não almejo um corpo que seja visto pelo mundo, como crianças mimadas e coléricas que se rebelam contra as responsabilidades da vida adulta e que exigem um governo paternal para lhes suprir as necessidades desde o começo até o fim da vida!
A Deus, o papel de Deus! Ao anjo, o papel de anjo! À igreja, o papel de igreja!
Que Deus lhe abençoe!
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